O Senac Campos Do Jordão Colocou O Nerd No Meio Da Roça: Veja O Que Aconteceu



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O convite era bem inusitado: acompanhar alunos de gastronomia do Senac Campos do Jordão numa expedição para conhecer produtores rurais na cidade de Gonçalves em Minas Gerais.

O Senac possui um Centro Universitário na cidade focado para o setor de alimentos e bebidas e não só isso, um hotel escola conceituado no Brasil inteiro e referência em formação quando o assunto é gastronomia e hospitalidade.

O projeto que eu iria acompanhar tem o nome de Sabores da Mantiqueira, idealizado pelos professores Ricardo Barbosa, Vitor Rabelo e Vitor Pompeu do Centro Universitário Senac – Campus Campos do Jordão e que tem como objetivo conhecer ingredientes e itens da Serra da Mantiqueira e seus processos de produção, valorizando os saberes e fazeres locais.

A ideia do projeto surgiu de uma necessidade percebida pelos professores junto aos alunos do curso de gastronomia de não apenas aprender a preparar os alimentos, mas de entender o que comemos e porque o fazemos. Veio daí a ideia de levar os alunos para conhecer como as coisas funcionam no começo da cadeia, onde o plantio acontece.

Um dos objetivos do projeto Sabores da Mantiqueira é fazer com que os profissionais da área e também consumidores conheçam a origem e a forma de produção dos alimentos, para que possam fazer escolhas mais saudáveis e que sejam economicamente sustentáveis, possibilitando o desenvolvimento local, a preservação do meio-ambiente e a valorização da cultura gastronômica regional. Isso implica na valorização do produtor e do processo produtivo.

Hora de pegar a estrada, mas antes um tour pelo Senac
Como cheguei mais cedo consegui fazer um passeio pelas instalações do Senac. Sério, impressiona. Há desde alojamento para alunos que são de outras unidades até várias (sim várias) cozinhas-sala-de-aula onde os alunos aprendem os primeiros passos no ofício de preparar no futuro pratos que serão disputados por clientes ávidos pela alta gastronomia.
Feito o passeio, hora de pegar a van até Gonçalves na região do Sul de Minas. É uma cidade bem pequena e que até onde eu pude apurar tem em sua população pessoas que são de grandes capitais e que acabam mudando para lá em busca de mais qualidade de vida e um visual no entorno da cidade apaixonante.

Começamos com uma paradinha bem no centro da cidade, onde os professores explicaram um pouco da região.
Produção de orgânicos não é só sobre processos mas também sobre estilo de vida.
É o caso da primeira propriedade que fomos visitar, um casal que agora dedica seu dia-a-dia a produzir shitake orgânico. Na visita eu pude perceber que a produção de orgânicos no Brasil é bem atrelada a um estilo de vida e não só a processos produtivos. Dá pra ver que desde o começo até a entrega final do produto há uma preocupação maior com o planeta e a sustentabilidade. Uma empresa, que evoluiu do modelo de cooperativa, garante a compra dos produtos e a revenda em cestas para clientes da capital de São Paulo. O que sobra é vendido para restaurantes da região. Não se trata de produção em larga escala, mas de se produzir o que se pode vender. E parece funcionar muito bem.

E é interessante ver os alunos de gastronomia em ação. Eles vão cheirando e comendo todas as folhas e flores possíveis. Mastiga aqui, cheira lá. “Humm é azedinha no final”, “Essa ficaria boa numa salada”, “olha essa que amortece a língua”. Enquanto isso alunos de outro curso – de rádio e TV – registravam a visita para um documentário. Duas áreas distintas aprendendo junto no meio do campo. E o nerd – no caso eu – coberto de protetor solar e repelente tendo uma aula sobre produção de shitake orgânico.

No Sítio do Thiana: do campo ao prato passando pelo UberBoi.
Quem disse que não tem Uber no meio do mato? Aqui tem, mas antes de contar mais sobre essa história conhecemos a produção de hortaliças e legumes orgânicos do Thiana. Ele me pareceu ser um produtor bem old school mas vendo ali o papo dele com os alunos deu pra ver como eu estava enganado.

Ele entende de toda cadeia dos orgânicos e dos cuidados que precisa ter para manter a certificação que garante não só os clientes como o sustento da propriedade. Me parece que esse é um caso de evoluir para sobreviver e foi o que acabou acontecendo ali de uma forma bem tranquila. E a essa altura do campeonato até eu roubei um tomatinho-cereja de uma cerca (mas com a autorização do produtor é bom que se diga) e olha que delícia. Só não sei se me arriscaria a ir provando as folhas mas quem sabe um dia eu chego lá.

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